A banda pernambucana A Roda tem um bom tempo de estrada. Lançaram o primeiro trabalho inteiramente instrumental, em 2004, com claras influências do funk, do jazz-fusion, da guitarrada paraense e de variados ritmos nordestinos. No segundo album, La Estructura (2010), acentuam a influência do afro-beat e incluem algumas participações vocais preciosas. Confira o clip não-oficial da faixa Suape, do último trabalho da banda, e na sequência baixe os dois álbuns.
Cibelle Cavalli é uma cantora e guitarrista paulista, radicada em Londres, e talvez mais conhecida lá fora do que aqui. Foi colaboradora de Suba, músico e produtor morto precocemente em 1999. Em seus três álbuns: Cibelle (2003), The Shine of Dried Electric Leaves (2006) e Las Venus Resort Palace Hotel (2010), ela mostra influências diversas, da bossa nova e o samba à música inclassificável de Björk ou de Tom Waits. Confira a beleza de seus clips e na sequência faça o download de seus três discos.
A senegalesa Orchestra Baobab é composta por cantores e músicos virtuosos que investem na mistura da música nativa de seu país, com o jazz e, principalmente, com os ritmos caribenhos. São 30 anos de estrada e mais de duas dezenas de discos lançados. Conheça um pouco do som do grupo e na sequência, faça o download das coletâneas: Made in Dakar e Specialist in All Styles.
O reggae foi o primeiro estilo musical nascido no "terceiro mundo" a furar barreiras e se tornar conhecido e consumido mundialmente. O vasto universo musical jamaicano gestado a partir do mento e do rocksteady extrapolou as fronteiras da ilha e criou uma cena riquíssima em Londres, conquistou Eric Clapton e Mick Jagger, aportou na Bahia, marcou uma fase na carreira de Gil, etc, etc, etc. O reggae também chegou aos ouvidos de nossos hermanos lá de baixo. Prova disso é o Album Verde, tributo aos Beatles feito por bandas latino americanas - especialmente argentinas - de reggae e ska. Belo trabalho com destaque para as versões de Long and Winding Road, com a orquestra portenha Dancing Mood; I wil, que ganhou um balanço ska, com Movimiento Urbano e Skatalites; e From me to you, com Fidel Nadal. Confira uma palhinha do que pode ser ncontrado no álbum e na sequência, baixe o disco.
Atercipelados (algo como aveludados) é uma banda colombiana com quase vinte anos de estrada. Seu som é uma mistura de música latina (boleros, mambos, salsas), em especial a colombiana (cumbias, vallenatos), com ska, punk rock e a música pop americana que tomou o mundo nos anos 80. Inicialmente, a voz de Andrea Echeverri pode soar estranha a alguns ouvidos, pelo timbre e altura que vai do mais suave ao mais esganiçado em poucos segundos. Conheça um pouco dos Aterciopelados, tire suas próprias conclusões e, caso goste, clique no link lá embaixo e faça o download de Evolucion, coletânea com os maiores sucessos da banda.
Macaco Bong é um trio de rock instrumental vindo lá de Cuiabá. Som pesado, com influências do fusion e muito de Jimmy Hendrix. Veja o clip de Shift, super simples, mas dá pra sentir de perto a mão pesada da banda. Na sequência, baixe o primeiro álbum da banda, "Artista igual pedreiro", de 2008.
Nest post apresento duas big bands baianas que propõem o diálogo entre a música percussiva baiana, o jazz e o clássico: Rumpilezz e Sanbone.
LETIERE LEITE E ORKESTRA RUMPILEZZ Letieres Leite e a Orkestra Rumpilezz aplicam arranjos jazzísticos à sonoridade do candomblé e dos sambas (reggae, de roda, duro), resultando numa fusão interessantíssima entre percussão e metais. Confira o som da Rumpilezz e na sequência, baixe o primeiro disco da banda:
SANBONE PAGODE ORQUESTRA A Sanbone é uma big band liderada pelo músico e maestro Hugo Santos. Valoriza um estilo musical para o qual grande parte da crítica torce o nariz: o neo-pagode baiano (do EdCity, do Psirico). O miado do teclado, o suingue do baixo, o ding-ling da guitarra e o "groove-arrastado" da percussão estão ali lado a lado com os instrumentos de sopro. Confira o som da Sanbone, que infelizmente ainda não dispõe de faixas pra download:
Nas últimas quatro décadas, a indústria cultural brasileira se afastou bastante da música latina, exceção feita a alguns fenômenos teens como o Menudo ou o RDB. Para os mais jovens tudo parece soar meio brega, mas de fato, falta informação musical sobre o rico universo da música latino-americana contemporânea. Apresento a mexicana Cafe Tacvba, que considero uma das bandas mais inventivas do mundo. Depois de mais de 20 anos de carreira e 10 discos, é difícil classificar o som do CT. Bebem muito na música popular do seu país (rancheras, boleros e na tradição mariachi), mas tem transito livre pela bossa nova, pelo punk rock, pelo ska. O Café Tacvba é conhecido pela trilha sonoro do filme Amores Brutos, especialmente pela bela Avientame. Conheça um pouco mais do Cafe Tacvba, clicando nos links no final do post e fazendo os downloads da coletânea Tiempo Transcurrido e da faixa Avientame.
AVIENTAME, bossa presente na trilha sonora de Amores brutos
Bill Withers é um dos maiores cantores que conheço, embora seja relativamente pouco lembrado no rol dos mestres da black music. Transitando pelo blues, o R&B e o soul - sempre com sua indefectível camisa laranja - fez sucesso nos anos 60 e 70 com músicas como Ain't No Sunshine, Use me e Grandma's hands. Conheça o cara, sua coleção de camisas alaranjadas e na sequência clique no link e baixe Bill Withers - Greatest hits.
The Guitar man é uma das mais conhecidas músicas do Bread, banda norte-americana que ficou conhecida nos anos 70 pelas baladas melancólicas-mela-cueca como Baby I'm a want you, Make it with you, If e Everything I own. Sou fã da banda e apresento na sequência, além da versão original do Bread, uma outra produzida pelo Cake, banda californiana pródiga por covers inusitados de Gloria Gaynor, Sinatra, Black Sabath, etc.
BREAD - Guitar Man
Para conhecer as babas do Bread, baixe a coletânea clicando no link a seguir: The best of Bread
Take five é um clássico do jazz composto por Paul Desmond e gravado originalmente pelo The Dave Brubeck Quartet. Conheça três versões para a música, dentre as incontáveis gravações já produzidas:
THE DAVE BRUBECK QUARTET Versão original do quarteto composto por Dave Brubeck (piano), Paul Desmond (sax), Joe Morello (bateria) e Eugene Wright (contrabaixo).
Clique no link abaixo e faça o download de Time out (1959), disco do grupo que contém Take five. time out
AL JARREAU Versão ao vivo e com o direito a todo o virtuosismo vocal do cara
Clique no link abaixo e faça o download de Take Five, do disco ao vivo Look to the rainbowTake Five - Al Jarreau live
KING TUBBY Mestre jamaicano do dub dos anos 60 e 70. Aqui ele faz uma remontagem artesanal para Take five
Clique no link a seguir, baixe o álbum Declaration of Dub (1975) e conheça algumas criações de King Tubby Declaration of Dub
A (a)finada Minnie Riperton (1947-1979) tinha umas das vozes mais doces da soul music. Qualquer pessoa que curta ouvir rádio de madrugada fatalmente já ouviu Loving you ou Inside love, seus dois maiores sucessos. Apesar de adorar a cantora, Loving you tem um dos clips mais bregas que conheço. O cenário branco, as roupas brancas, o ramo de alpiste branco no cabelo de Minnie e, o pior de tudo, o curió albino fazendo backing vocal. Na sequência, baixe a coletânea Les Fleurs, que traz uma síntese da obra da cantora.
A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana surgiu em 2008 com a proposta de tocar clássicos da música brasileira a partir de bases do Ska, do Early Reggae e do Rocksteady, ritmos precursores do reggae. Os caras vão de Tico-Tico no fubá a Águas de março. Conheça a releitura de O Guarani, de Carlos Gomes, na sacolejante mistura da banda. Na sequência aprenda a dançar Ska e baixe seu primeiro álbum:
O trompetista Gui Mendonça fez parte da DonaZica, além de já ter colaborado com uma pá de músicos. Atualmente toca o projeto Guizado, no qual embola seu trompete jazzistico com música eletrônica, acid-jazz, soul, rock... O trabalho conta com a bateria "perturbada" de Curumim e a guitarra de Regis Damasceno, do Cidadão Instigado. Já são dois os álbuns lançados: Punx (2008), com som instrumental, e Calavera (2010), que conta com participações vocais de Céu e Karina Buhr. Conheça o som "lombradão" do Guizado e baixe os dois discos na sequência:
Ayo, Nneka e Asa são jovens cantoras com ao menos uma coisa em comum, o laço que as une a Nigéria. Ayo, nasceu na Alemanha e foi criada na Nigéria; Neeka fez o caminho inverso; Asa nasceu em Paris, mas também cresceu no país africano. Essa condição ambígua em que vivem - nem exatamente africanas nem tampouco plenamente européias - é tema em suas letras, mas também se reflete nas misturas sonoras produzidas. Apesar da experiência "diaspórica" em comum, as meninas têm estilos musicais bem próprios:
AYO A primeira delas, Ayo, a mais "pop" das três, circula pelo reggae com influências mais diretas do R&B, com algumas pitadas de afro-beat. Na sequência baixo os dois álbuns da moça: Joyful (2006) e Gravity At Last (2008).
NNEKA (pronuncia-se Naika) A segunda das meninas tem um estilo mais "agressivo", com maior influência do hip-hop e do soul, embora também circule legal pelo reggae, como no clip abaixo, Africans. Na sequência baixe os álbuns Victim of Truth (2006) e No Longer at Ease (2008)
ASA (pronuncia-se Asha) Por fim, conheça Asa, a mais jovem e "acústica" das três. São lindas suas canções, espécie de folk-music africana. Também se sai bem quando flerta com o R&B contemporâneo, como em Fire on the montain , que pode ser vista no clip abaixo. Se curtir, baixe os álbuns Aṣha (2007) e Beautiful Imperfection (2010).
Iara é outra "filha" (adotiva) da DonaZica, já que é cria legítima do compositor Carlos Rennó e da cantora Alzira Espínola. Em 2008, lançou o belo Macunaíma Opera Tupi, trabalho de livre musicalização da obra de Mario de Andrade, com a colaboração de Tom Zé, Siba, Moreno Veloso e outros. Confira o vídeo de Nina Macunaíma e o disco para download.
Depois de apresentar a DonaZica, eis uma de suas "filhas", Andréia Dias. Esta cantora, compositora e instrumentista fez parte dos primórdios do Farofa Carioca e foi crooner da Banda Glória, que toca chorinho, samba e maxixe. Após anos atuando com a DonaZica, Andréia lançou dois ótimos trabalhos intitulados simplesmente de Volume 1 e Volume 2. Conheça um pouco da versatilidade da moça e baixe seus dois trabalhos solos.
DonaZica é o que pode se chamar de uma big band, quantitativa e qualitativamente falando. É formada por Iara Rennó, Andréia Dias, Simone Julian, Mariá Portugal, Anelis Assumpção, André Bedurê, Gustavo Ruiz, Guilherme Mendonça, etc, etc, etc. A sonoridade? Experimentações variadas com samba, rock, maracatu, tudo com muita influência da chamada "vanguarda paulista"(sic) dos anos 80 (Itamar Assumpção, Rumo, Arrigo, etc). Eu não sei - e nem mesmo seus componentes sabem - dizer se a banda acabou ou se está "em recesso". Na dúvida, baixe os dois discos da banda - Composição (2003) e Filme brasileiro (2005) -e nos próximos posts conheça os interessantes trabalhos solos dos "filhos" de Dona Zica
O cubano-jamaicano Laurel Aitken, apesar de ter se consagrado como Padrinho do Ska, participou ativamente de praticamente todas as fases da música jamaicana. Gravou mento, rocksteady, reggae, dub, sendo uma referência "obrigatória" para quem curte a riqueza absurda da música feita na ilha caribenha. Conheça um pouco da obra do cara baixando Laurel Aitken - En español e a coletânea The pioneer of jamaican music
Emicida é um rapper paulistano conhecidíssimo no circuito do hip hop por ser quase imbatível nos desafios de improviso. No seu primeiro álbum, Pra quem já mordeu cachorro por comida, até que eu cheguei longe..., ele transita do rap-odisséia dos Racionais até o free-style do Kamau, que são declaradamente suas maiores referências, mas também sampleia muito do R&B contemporâneo. Na sequência, uma mostra do seu trabalho (Outras Palavras e Avoa Besouro), uma entrevista no Jô, em que ele bota aquele mala no bolso, e seus três primeiros álbuns para download.
1) Original com os Bee Gees. O segredo das vozes em falsete dos irmãos Gibb está no uso contínuo dessas calças colantes. São os verdadeiros castrati da disco music.
2) We trying stayin' alive com Wyclef Jean Versão incrível e radicalmente black do ex-Fugges, com direto a duelo no final, no melhor estilo blaxploitation.
3) Trailer do filme chileno Tony Manero. La pelicula conta a história de um cara de meia idade, que vivendo no auge da repressão pinochetiana,sonha em dançar como John Travolta. Merece ser visto.
Pouca gente sabe, mas Qual é?, primeiro grande sucesso da carreira solo de Marcelo D2, tem como base a música instrumental, Kabaluerê, dos sambistas Antonio Carlos e Jocafi. Desconheço até que ponto o D2 prestou a devida deferência aos outros 2... Confira as duas versões e, na sequência, conheça mais da sonoridade black dos anos 70, baixando o disco Black Rio - Brazil Soul Power 1971-1980. Também tá rolando um link para A procura da batida perfeita, do D2.
Alice já gravou com Morcheeba, David Byrne, Femi Kuti, De La Soul e por aí vai... No seu trabalho solo transita tranquilamente pelo soul, funk e jazz. Aí sim, dá para sentir a galega soltando seus graves e agudos potentíssimos sem pena!
The Sweet Vandals é uma banda espanhola de soul e funk music, com sonoridade totalmente conectada aos anos 60 e 70, na timbragem da guitarras e do orgão Hammond. Destaque para a belíssima voz de Mayka Edjo. São 2 álbuns lançados: Sweet Vandals, de 2007, e Lovelite, de 2009.
Ouvindo Sharon Jones, além de reconhecer na sua voz a aura das grandes cantoras da soul-music, possivelmente algo mais soará familiar... Trata-se da sonoridade sua banda, Dap-Kings, que gravou toda a base musical do festejado álbum Back to Black, de Amy Winehouse. Sharon, após quase desistir da música, foi carcereira e segurança, só encontrando reconhecimento e sucesso muito recentemente, depois dos 50 anos de idade. Enfim, antes tarde do que nunca...
Sharon Jones & The Dap-Kings - 100 Days 100 Nights
O Fino Coletivo é formado pelos músicos Adriano Siri, Alvinho Cabral e Alvinho Lancelloti, mas sempre conta com contribuições como as de Wado, ex-integrante do grupo. A sonoridade traz referências do rock, samba, funk e samba-rock, com vocais superafinados. Confira os clipes de Tarja Preta e de Tempestade, faixas do primeiro disco da banda, Fino Coletivo (2007). Na sequência baixe este disco e o segundo, Copacabana (2010).
Natalia Mallo é uma cantora, compositora e instrumentista argentina, que vive no Brasil há um bom tempo. Especialista em criar versões inusitadas, ela chama a atenção pela sua criatividade e versatilidade. É mais conhecida pela sua banda Trash pour 4, em que canta clássicos da música pop internacional e algumas pérolas da MPB, sempre com arranjos inesperados, que vão do rock, ao jazz ou à bossa. Exemplos? Lithium, do Nirvana, com arranjo de chorinho ou Maricotinha, que virou um rock-ska. Só que Natália é muito mais do que isso: tem uma banda de tango, a gatoNegro; uma outra chamada Sinamantes, que tem como repertório principal a músic pop latina, e ainda, carreira solo. Conheça um pouquinho das investidas de Natalia:
Bid é um músico, compositor de trilhas sonoras e produtor de trabalhos como Afrociberdelia da Nação Zumbi, além de ter sido uma das cabeças da Funk como Le Gusta. Em 2006, lançou este trabalho coletivo, Bambas & Biritas, que infelizmente, não recebeu atenção proporcional à qualidade do disco. Ele conseguiu reunir Marku Ribas, Carlos Daffé, Seu Jorge, Rappin Hood... Sinta a pressão no trailler abaixo e faça o download na sequência:
O estranho mundo do Cidadão Instigado... Essa banda cearense é difícil de classificar. Com três discos lançados, eles trazem uma base rock, mas transitam pela psicodelia nordestina do fim dos anos 70, trazem influências do reggae, do jazz, do c.. a quatro. As letras oscilam da melancolia do brega-roots até os temas mais inusitados como em "O pinto de peitos", "A radiação na terra" ou "O cabeção".
Whole lotta love, do Led Zeppelin. Na sequência, versão do bizarro Dread Zeppelin.
LED ZEPPELIN
DREAD ZEPPELIN
Para conhecer mais do Dread Zeppelin, que mistura a base musical do reggae, os vocais de Elvis Presley com as músicas do Led, baixe no link a seguir: Un-led-ed - Dread Zeppelin (1990)
Inaugurando o blog, na primeira postagem, Evaldo Braga.
Cantor carioca, com uma história de vida daquelas: morou na FEBEM, foi engraxate e quando ía bombar..., morreu prematuramente aos 25 anos, num acidente na BR3 (aquela do Toni Tornado). O cara gravou só dois discos "O ídolo negro", v.1 e v.2.
Neste post, um breve documentário sobre a vida de Evaldo e uma coletânea para download