A filha mais nova de Martinho da Vila é pianista com formação clássica e só recentemente resolveu se aventurar como cantora. A "genética" pesou e o disco tem no samba sua matriz, seja em standards como Maracatu, Nação do Amor, O show tem que continuar e Disrtimia ou algumas composições originais, como Corselet e Alo?. O álbum apesar de bem produzido, parece ter sido gravado em um único take. Isso se traduz no seu ar despretensioso, como parece ser o ingresso de Maíra na música popular. A voz lembra a de Martinália, sendo um pouco mais suave; o jeito de tocar, remete a João Donato, mas há algo de muito próprio na sua forma de dialogar com o piano. Veja Maíra Freitas em ação e depois baixe o disco homônimo.
Esta é a minha cantora de reggae favorita. Judy, juntamente com Marcia Griffithis e Rita Marley formavam as I-Threes, trio vocal que acompanhou Bob Marley a partir de meados dos anos 1970. Depois, seguiu carreira solo tendo gravado uns dez álbuns. Para conhecer um pouco de uma das Three Little Birds, confira a canção "Black woman" e, na sequência, baixe o álbum homônimo, de 1980.
Na minha modestíssima opinião este é o melhor disco brasileiro de 2011. Relutei em postá-lo, achando que muitos já deviam conhecê-lo. No entanto, a cada dia que o ouço, gosto mais. Thiago é saxofonista com trajetória ligada ao samba, ao choro e ao jazz. Juçara é uma cantora e pesquisadora com longa estrada na música, sendo membro do grupo A Barca. Kiko é um grande compositor, arranjador, violonista e parceiro antigo de Juçara. Juntos, formaram uma maravilhosa "big-band" de três, que resultou no álbum Metá Metá (2011), que tem base no samba, mas vai de temas ligados ao candomblé (Obatalá, Oranian) a outros radicalmente urbanos (Trovoa). Conheçam um pouquinho do trabalho dos três baixando Metá Metá e Padé (2006), parceria de Kiko e Juçara.