THIAGO PETHIT - MARES DA ESPANHA
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Coitadinha, bem feito
O afro-beat parece ter sido tardiamente descoberto no Brasil, mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. Apesar de ser um fenômeno ainda bastante restrito ao universo blogueiro (leia o texto de Guilherme X. Ribeiro sobre isso), artistas de matizes diversas tem incorporado este universo de sonoridades em seus trabalhos como A Roda, Criolo, Anelis Assumpção e até um trabalho dos caras do Rappa, chamado Afrika Gumbe.
A filha mais nova de Martinho da Vila é pianista com formação clássica e só recentemente resolveu se aventurar como cantora. A "genética" pesou e o disco tem no samba sua matriz, seja em standards como Maracatu, Nação do Amor, O show tem que continuar e Disrtimia ou algumas composições originais, como Corselet e Alo?. O álbum apesar de bem produzido, parece ter sido gravado em um único take. Isso se traduz no seu ar despretensioso, como parece ser o ingresso de Maíra na música popular. A voz lembra a de Martinália, sendo um pouco mais suave; o jeito de tocar, remete a João Donato, mas há algo de muito próprio na sua forma de dialogar com o piano. Veja Maíra Freitas em ação e depois baixe o disco homônimo.