Macaco Bong é um trio de rock instrumental vindo lá de Cuiabá. Som pesado, com influências do fusion e muito de Jimmy Hendrix. Veja o clip de Shift, super simples, mas dá pra sentir de perto a mão pesada da banda. Na sequência, baixe o primeiro álbum da banda, "Artista igual pedreiro", de 2008.
Nest post apresento duas big bands baianas que propõem o diálogo entre a música percussiva baiana, o jazz e o clássico: Rumpilezz e Sanbone.
LETIERE LEITE E ORKESTRA RUMPILEZZ Letieres Leite e a Orkestra Rumpilezz aplicam arranjos jazzísticos à sonoridade do candomblé e dos sambas (reggae, de roda, duro), resultando numa fusão interessantíssima entre percussão e metais. Confira o som da Rumpilezz e na sequência, baixe o primeiro disco da banda:
SANBONE PAGODE ORQUESTRA A Sanbone é uma big band liderada pelo músico e maestro Hugo Santos. Valoriza um estilo musical para o qual grande parte da crítica torce o nariz: o neo-pagode baiano (do EdCity, do Psirico). O miado do teclado, o suingue do baixo, o ding-ling da guitarra e o "groove-arrastado" da percussão estão ali lado a lado com os instrumentos de sopro. Confira o som da Sanbone, que infelizmente ainda não dispõe de faixas pra download:
Nas últimas quatro décadas, a indústria cultural brasileira se afastou bastante da música latina, exceção feita a alguns fenômenos teens como o Menudo ou o RDB. Para os mais jovens tudo parece soar meio brega, mas de fato, falta informação musical sobre o rico universo da música latino-americana contemporânea. Apresento a mexicana Cafe Tacvba, que considero uma das bandas mais inventivas do mundo. Depois de mais de 20 anos de carreira e 10 discos, é difícil classificar o som do CT. Bebem muito na música popular do seu país (rancheras, boleros e na tradição mariachi), mas tem transito livre pela bossa nova, pelo punk rock, pelo ska. O Café Tacvba é conhecido pela trilha sonoro do filme Amores Brutos, especialmente pela bela Avientame. Conheça um pouco mais do Cafe Tacvba, clicando nos links no final do post e fazendo os downloads da coletânea Tiempo Transcurrido e da faixa Avientame.
AVIENTAME, bossa presente na trilha sonora de Amores brutos
Bill Withers é um dos maiores cantores que conheço, embora seja relativamente pouco lembrado no rol dos mestres da black music. Transitando pelo blues, o R&B e o soul - sempre com sua indefectível camisa laranja - fez sucesso nos anos 60 e 70 com músicas como Ain't No Sunshine, Use me e Grandma's hands. Conheça o cara, sua coleção de camisas alaranjadas e na sequência clique no link e baixe Bill Withers - Greatest hits.
The Guitar man é uma das mais conhecidas músicas do Bread, banda norte-americana que ficou conhecida nos anos 70 pelas baladas melancólicas-mela-cueca como Baby I'm a want you, Make it with you, If e Everything I own. Sou fã da banda e apresento na sequência, além da versão original do Bread, uma outra produzida pelo Cake, banda californiana pródiga por covers inusitados de Gloria Gaynor, Sinatra, Black Sabath, etc.
BREAD - Guitar Man
Para conhecer as babas do Bread, baixe a coletânea clicando no link a seguir: The best of Bread
Take five é um clássico do jazz composto por Paul Desmond e gravado originalmente pelo The Dave Brubeck Quartet. Conheça três versões para a música, dentre as incontáveis gravações já produzidas:
THE DAVE BRUBECK QUARTET Versão original do quarteto composto por Dave Brubeck (piano), Paul Desmond (sax), Joe Morello (bateria) e Eugene Wright (contrabaixo).
Clique no link abaixo e faça o download de Time out (1959), disco do grupo que contém Take five. time out
AL JARREAU Versão ao vivo e com o direito a todo o virtuosismo vocal do cara
Clique no link abaixo e faça o download de Take Five, do disco ao vivo Look to the rainbowTake Five - Al Jarreau live
KING TUBBY Mestre jamaicano do dub dos anos 60 e 70. Aqui ele faz uma remontagem artesanal para Take five
Clique no link a seguir, baixe o álbum Declaration of Dub (1975) e conheça algumas criações de King Tubby Declaration of Dub
A (a)finada Minnie Riperton (1947-1979) tinha umas das vozes mais doces da soul music. Qualquer pessoa que curta ouvir rádio de madrugada fatalmente já ouviu Loving you ou Inside love, seus dois maiores sucessos. Apesar de adorar a cantora, Loving you tem um dos clips mais bregas que conheço. O cenário branco, as roupas brancas, o ramo de alpiste branco no cabelo de Minnie e, o pior de tudo, o curió albino fazendo backing vocal. Na sequência, baixe a coletânea Les Fleurs, que traz uma síntese da obra da cantora.
A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana surgiu em 2008 com a proposta de tocar clássicos da música brasileira a partir de bases do Ska, do Early Reggae e do Rocksteady, ritmos precursores do reggae. Os caras vão de Tico-Tico no fubá a Águas de março. Conheça a releitura de O Guarani, de Carlos Gomes, na sacolejante mistura da banda. Na sequência aprenda a dançar Ska e baixe seu primeiro álbum:
O trompetista Gui Mendonça fez parte da DonaZica, além de já ter colaborado com uma pá de músicos. Atualmente toca o projeto Guizado, no qual embola seu trompete jazzistico com música eletrônica, acid-jazz, soul, rock... O trabalho conta com a bateria "perturbada" de Curumim e a guitarra de Regis Damasceno, do Cidadão Instigado. Já são dois os álbuns lançados: Punx (2008), com som instrumental, e Calavera (2010), que conta com participações vocais de Céu e Karina Buhr. Conheça o som "lombradão" do Guizado e baixe os dois discos na sequência:
Ayo, Nneka e Asa são jovens cantoras com ao menos uma coisa em comum, o laço que as une a Nigéria. Ayo, nasceu na Alemanha e foi criada na Nigéria; Neeka fez o caminho inverso; Asa nasceu em Paris, mas também cresceu no país africano. Essa condição ambígua em que vivem - nem exatamente africanas nem tampouco plenamente européias - é tema em suas letras, mas também se reflete nas misturas sonoras produzidas. Apesar da experiência "diaspórica" em comum, as meninas têm estilos musicais bem próprios:
AYO A primeira delas, Ayo, a mais "pop" das três, circula pelo reggae com influências mais diretas do R&B, com algumas pitadas de afro-beat. Na sequência baixo os dois álbuns da moça: Joyful (2006) e Gravity At Last (2008).
NNEKA (pronuncia-se Naika) A segunda das meninas tem um estilo mais "agressivo", com maior influência do hip-hop e do soul, embora também circule legal pelo reggae, como no clip abaixo, Africans. Na sequência baixe os álbuns Victim of Truth (2006) e No Longer at Ease (2008)
ASA (pronuncia-se Asha) Por fim, conheça Asa, a mais jovem e "acústica" das três. São lindas suas canções, espécie de folk-music africana. Também se sai bem quando flerta com o R&B contemporâneo, como em Fire on the montain , que pode ser vista no clip abaixo. Se curtir, baixe os álbuns Aṣha (2007) e Beautiful Imperfection (2010).